10.11.04

Os três porquinhos

Mensagem anônima, que eu recebí da minha chefe hoje de tarde



Era uma vez 3 porquinhos. Talvez fossem irmãos ou primos, não se sabe e não importa. O que importa é que era três e eram conhecidos por suas diferentes personalidades.

O 1º era tão CDF que antes dos 10 anos já havia decorado a tabela periódica. O 2º não era muito estudioso, passava com a média na estica e tratava-se, portanto, de um medíocre. Já o 3º largara a escola no 1º dia de aula, indignado por haver 5 aulas e somente 1 recreio. Curtia reggae e passava seus dias numa rede ouvindo Bob Marley.

Um belo dia o CDF chamou os outros dois e deu um alerta: "Meus camaradas porquinhos, um terrível perigo ronda nossos lares, um faminto lobo mau, que adora comer porquinhos!" Só há uma saída, construirmos casas para nos proteger, assim o lobo dará literalmente com a cara na porta. Naquela mesma tarde, os três porquinhos começaram a construir suas casas.

O porquinho CDF fez uma planta, comprou tijolos, cal, cimento, janelas de alumínio, azulejou a garagem, pôs antena parabólica, alarme e portão eletrônico. O medíocre pegou umas madeiras que havia pela floresta, amarrou uns arames que sobraram da construção do CDF, pôs umas luzinha natalinas para dar uma diferenciada e considerou o trabalho por acabado. Já o porquinho preguiçoso olhou toda a movimentação deitado a beira do rio, achando tudo muito engraçado. Quando os outros acabaram suas obras, foi até um coqueiral, colheu um montão de palhas e fez sua casam, a qual chamou de Lagoa Azul Style.

O CDF avisou, caro amigo, porquinho preguiçoso, te contentas com pouco agora, referes o balançar de tua rede do que o suor de tua testa, mas a hora do lobo há de vir e o bico vai pegar literalmente. Mas, o preguiçoso nem ouviu porque estava com o walk-man ligado. Muito tempo se passou, o CDF estudando, o medíocre fazendo suas tarefas e o preguiçoso curtindo a vida, ouvindo música e comendo muita jabuticaba,
ah, sua rede estava presa entre duas jabuticabeiras...

até que o destino preparou uma das suas. Não meus caros, para surpresa dos porquinhos e inclusive a minha, que jamais imaginei esse final, a desgraça não veio em forma de lobo, mas, de um terremoto, 8,5 na escala Richter. O solo tremeu por 50 segundos, nessa que foi, sem dúvida, a maior desgraça naturas na história da literatura infantil. O CDF acabou soterrado embaixo de todo o concreto destinado a lhe proteger, o medíocre foi eletrocutado pelas luzinhas chinesas de natal e só o preguiçoso sobreviveu, sob a fina camada de palha que caiu sobre o seu corpo.

Dizem que apesar da saudade dos amigos, ele vive feliz para sempre, ouvindo reggae e comendo jabuticabas em sua rede. Ainda mais agora, que ouviu dizer que o lobo foi morto por uns caçadores, logo após engolir uma vovozinha, lá pros lados de Santa Catarina.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Olá! Então...gostei! Acho que vou largar cursinho, parar de me torturar por não saber física, química e afins e vou curtir a vida...sombra e água fresca (e jabuticaba!)...hahaha, seria mto bom se desse...infelizmente as coisas não podem ser como e-mails engraçados que a gente recebe...e tem mais...no Brasil não tem terremotos...é...acho que sou mais o segundo porquinho; sempre na mé(r)dia, como diria meu professor de História! Hahaha...é isso. Bacana o texto...Beijos. Camila.

8:13 PM  
Anonymous Anônimo said...

Na boa, sua chefe, além de não ter mais o que fazer (assim como eu que estou aqui deixando esse comentário), é uma tonta. É a pior história que eu já li na vida, ahahahaha.

Beijos,
Má(la)

5:10 PM  

Postar um comentário

<< Home